VERSOS INCONSEQUENTESAlberto Ramos de Oliveira



Poeta é de uma estirpe de fingidores, como já versejou um dos maiores deles, um determinado Pessoa, "finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente". Este livro traz bons "fingimentos". O autor diz se sentir no outono / inverno da vida, mas não consegue esquecer o vigor da primavera / verão: lembranças são alimentos. Tudo pode ser poesia, da coruja na praça ao timão no Japão. Alberto Ramos de Oliveira mantem o olho atento à vida. Um olho de menino, que revela que a dor não deve ser tanta assim, como querem os que pouco disso veem. 



O autor



Alberto Ramos de Oliveira é paulista de Monte Aprazível. Estudou em seminários dos 14 aos 22 anos. Formado em Letras, dedicou-se ao magistério. Em 1977 tornou-se professor efetivo concursado na rede de ensino municipal de São José do Rio Preto, onde vive atualmente, já aposentado. Este é seu segundo livro: publicou, em 2011, "Fundo de baú". 

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