MENINO DE DEUS!

Plinio Elias


Antes de começar a ler o livro, um aviso: cuidado para não ser enganado pelo título! O autor nunca foi, em criança, um anjinho, um menino quietinho, chegado a igrejas e missas. No caso do Plinio, "Menino de Deus!" está mais para aquela expressão que as mães usam quando não sabem mais a quem apelar, de tantos sustos - e de tanto alívio por ver sua cria ter escapado com vida de mais uma daquelas peripécias infantis. Na verdade, Plinio foi mais um menino encapetado - como o foram quase todos criados no interior, nos anos 1950, como deveria ser toda criança.

Este livro reune as memórias e os delírios de um moleque, hoje já quase septuagenário, sobre os anos vividos entre as fazendas de seus avós, principalmente vô João Eloi e vó Donancia, em companhia de tios&tias&primos. Caçadas, pescarias, molecagens sadias (ou mais ou menos) e a consciência de que é preciso aproveitar cada momento.



O autor



Plinio Elias, paulista de Altair, já rodou muito pelo mundo e viveu aventuras & desventuras incríveis: o "menino de Deus" continuou moleque por muitas décadas. Mas hoje diz que está quietinho em sua terra natal, aposentado, dedicando-se a plantas & bichos e a colocar no papel as memórias de uma vida vivida intensamente.

Por meio das histórias sobre sua infância e o cenário rural onde viveu, Plinio tornou-se um memorialista do cotidiano do interior de São Paulo. Bom para o leitor, que, com um pouco de sorte, talvez se lembre de situações parecidas. Se não teve esta sorte, este livro é uma amostra do que deixou de viver.

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