O POETA DEU UM GRITO

Raphael Ramos


Há os que escrevem procurando encontrar o caminho que conduz às nuvens. Há também os que encontram nas palavras a estrada para se distanciarem de tudo o que é fluido, nebuloso ou impalpável.

E há os que, atingindo o etéreo, sentem-se mais próximos do palpável, do concreto. Assim, eu desnudo este jovem escritor: tão perto do céu, porém tão próximo e tão fundido em mim, leitor.

Sua poesia de versos livres é espelho que incita muito livre e profundamente nossa percepção, exige nossa reflexão e ganha nosso compartilhamento.

É agradácel ver que em uma alma ainda tão juvenil já subsiste a experiência de um ancião; ver que em Raphael Ramos, poeta, amigo, completam-se a imaginação de um fingidor, a racionalidade de um sociólogo, a sensibilidade de um aman te e o espírito de um artista.

Hoje, momento em que as pessoas insistem em fugir das práticas de escrita, do jogo sutil e prazeroso das palavras, descobrir um escritor com sua sensibilidade é sempre motivo de entusiasmo e esperança. 

Que Raphael, seguindo as palavras de Érico Veríssimo, possa vir a se somar àqueles que "optaram por acender sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de 'nosso' mundo", constituindo-se mesmo em verdadeiras exceções. Que seu canto não seja breve, mas antes eterno como bem o é a verdadeira poesia.

Solange Ferrari




O autor


Raphael Ramos nasceu em São Paulo, em 1996. Começou a escrever por influência de um amigo. Atualmente, começa a absorver a poesia brasileira modernista e pós-modernista, ao mesmo tempo em que a une a seus gostos pessoais para transmitir sua visão do mundo. Procura inspiração em temas que vão desde mitologia comparativa até a paisagem urbana de sua cidade natal.

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