TRÊS HISTÓRIAS DE VIDA

Emilia Rodrigues de Oliveira



Em linguagem coloquial e pautada pela presença constante do diálogo e da interação entre as personagens, Emília constrói uma narrativa fluente e ligeira para relatar três histórias memorialistas que se inserem nos parâmetros dos textos narrativos realistas e biográficos. Sua prosa fácil e cantada lembra as cantigas de roda, as rodas de violeiro e as histórias passadas via oralidade ao longo dos tempos imemoriais. O leitor se sente a um só tempo leitor e ouvinte das histórias de Emília. 

Washington Paracatu



A autora

              

Emilia Rodrigues de Oliveira nasceu em Bady Bassit, São Paulo, quando o município tinha um nome mais singelo (Borboleta), em 4/5/1928. Seus pais, Jeronimo e Erotides, comerciantes de secos e molhados, tiveram treze filhos, oito mulheres e cinco homens. Emilia trabalhou na lavoura até os 18 anos, quando foi para Auriflama, aprender a profissão de costureira. Conheceu Joaquim, um motorista de ônibus 16 anos mais velho que ela, e casaram-se em 1948. Tiveram quatro filhos - três meninas e um menino. Mesmo com todas as dificuldades, Emilia nunca deixou de se interessar por conhecimento. Comprava para si a revista O Cruzeiro, e dava para os filhos gibis e a revista Seleções. Não abria mão do rádio: ouvia as novelas e os noticiários. Aos 54 anos, já morando em São José do Rio Preto, Emilia fez o Mobral: além do certificado do ensino fundamental, conquistou o direito de tirar dos documentos a classificação de "analfabeta": uma injustiça para alguém que lia tanto e conhecia a matemática muito bem. Emilia ficou viúva em 1994. Apaixonada por livros, ela já tinha se tornado poeta: seu poema "As mãos" foi selecionado para uma antologia poética publicada pela Secretaria da Cultura de São José do Rio Preto. Em 2002 começou também a escrever histórias, que estão reunidas neste livro. 

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