FAMÍLIA AUN: os descendentes de Gabriel e Adma
A Revista de História da Biblioteca Nacional, no dossiê Árabes no Brasil, relata como a história dos imigrantes sírios e libaneses teve marcante influência religiosa, literária e de comércio, desse povo na formação da diversidade cultural brasileira.
No final do século XIX, imigrantes libaneses começam
a chegar ao Brasil na expectativa de escapar da crise econômica e/ou da perseguição política e religiosa do Império Otomano. Os relatos neste livro da Família Aun, que contam a história da chegada ao Brasil, há 105 anos, vêm comprovar a saga dos imigrantes árabes naquele início do século XX e sua influência sobre as gerações seguintes.
Uma história que ajuda a demonstrar que os movimentos migratórios sempre trazem benefícios para os países que recebem os emigrantes, além de deixar documentado um pouco de memória para os descendentes do futuro.
Carmo Junior
Os autores
O que teria acontecido com Gabriel Aun, sua esposa Adma e os seis filhos do casal, caso tivessem podido continuar a viver no Líbano, em vez de emigrarem para o Brasil no século passado?
A pergunta, claro, não tem resposta - ou tem tantas que é impossível enumerá-las. Mas no caso destes Aun é possível ter pelo menos uma certeza: dificilmente a vida no Líbano teria permitido a eles construirem histórias tão significativas quanto as que viveram aqui. Ou fortalecerem tanto os laços de afeto e respeito entre si: algo que normalmente só a adversidade fomenta.
Este livro conta um pouco das histórias vividas pelos filhos de Gabriel e Adma - Michel, Emílio, Camillo, Emília, Elias e José - na nova terra que os adotou. É um exemplo de persistência, empreendedorismo e resiliência: são histórias de pessoas comuns. Mas que ainda hoje deixam orgulhosos os netos, os bisnetos, os trinetos de Gabriel e Adma.