Sobre os pais

Pai é aquele que nos dá o nome. É aquele que nos registra. É aquele que assiste a mãe amamentando noite e dia. Pai é aquele que presta atenção nas quedas, que ajuda nas questões da vida: nas dúvidas, nas certezas, nas verdades, nos medos, nas vontades…

Pai é aquele que conduz – na maioria das vezes – a família. É ele quem nos protege dos perigos, que nos ensina a vencer a dor, e nos diz sempre: – Pergunte a sua mãe!
Meu pai já se foi há muito tempo, mas a saudade não passa. É impossível sentar à mesa, quando estamos todos reunidos (seus filhos) e não enxergar o lugar dele ali junto de nós. Será que ele gostaria das nossas conversas, da comida, da sobremesa, da temperatura do café?

Muita gente compara amor de mãe com amor de pai. Não tem a menor condição uma coisa desta. Mãe é mãe, pai é pai. Pai é quem faz questão da pontualidade na hora do almoço, na hora de viajar, na hora de sair para um casamento, na hora de sair do shopping para voltar pra casa, pois hoje é dia de futebol… Pai é aquele que acha que ‘vocês estão gastando demais, gente! Apague um pouco dessas lâmpadas acesas!’ Pai gosta de fazer contas, já repararam?

Meu pai é o maior barato! É, eu sei, ele já se foi, o cara, mas o papai é demais. Falar dele é sempre muito divertido. Então, fica aqui um recado:
Pais sejam mais felizes, tranquilos e certos de que seu papel na vida é lindo! Vocês são criaturas adoráveis e se possível, sejam maleáveis. Abram os braços e se a dor vier, chorem. Pai é tão bom! De repente uma frase dita uma única vez, a gente carrega para o resto da vida… Pai é uma delícia de surpresa: – Seu pai chegou!!! Hora do almoço. Tomara que papai goste da comida, né, mãe? Se papai não gosta de algo, aquele dia fica tão sem graça! Não gosto de ver papai chateado. Se ele briga com a mamãe, meu Deus ajuda aí, por favor!

Devo agradecer por ter tido um pai muito especial. E por ter tido a felicidade de conviver com ele por tanto tempo. Por ter tido a liberdade de chamá-lo de Neném, depois que  minha irmã passou a chamá-lo assim e eu percebi que ele adorava!!! Obrigada, Senhor, por ter nos dado um pai que amou a cada um de nós, seus filhos, com aquele jeito meio tímido de ser, mas que gostava muito quando a gente o elogiava, quando recebia um beijo, um abraço e, principalmente, quando um filho dizia: – A benção, pai! E ele, já deitado, no quarto escuro, com a porta fechada, respondia: – Deus te abençoe!

A benção, pais!

Malluh Praxedes