Maria Creuza, Claudette Soares e Leny Andrade: Salve Rainhas!

Sou movida a desafios. Sempre fui. E não me venha ‘meter medo’. Detesto imaginar que não vou dar conta. Também não sei dizer se sempre fui assim. Sei que agora sou.

Já fiz de tudo um pouco e continuo fazendo do meu dia a dia, um enfrentamento atrás do outro.

Não faz um mês fui convidada para entrevistar cantoras brasileiras numa série de shows chamada “Salve Rainhas”, idealizado e produzido por Pedrinho Alves Madeira, com bate papo ao vivo, no palco da Sala Funarte, aqui em Belo Horizonte. Sempre amei fazer entrevistas, mas agora não tenho feito mais… E aceitei.

O trabalho é mais que sentar e conversar. Tem pesquisa, tem conhecimento, tem que gostar de música boa. E eu adoro!!! Nasci ouvindo rádio e cresci e continuo sendo uma viciada em ouvir rádio e esperar as surpresas que ele nos dá: adoro quando vem uma música que não escuto há tempos e eles me dão toda a ficha técnica: Você ouviu Elis Regina e Tom Jobim interpretando Águas de Março, de Tom Jobim… Chique demais. Poucas rádios fazem essa gentileza, mas a Inconfidência faz disso seu forte. Amo, pois.
Então, convite aceito comecei minha vida de pesquisadora da vida e obra de 20 cantoras: além das que já entrevistei Maria Creuza, Claudette Soares e Leny Andrade faltam ainda Wanda Sá, Quarteto em Cy, Dóris Monteiro, Amelinha, Titane, Maria Alcina, Claudia, Tetê Espíndola, Vânia Bastos, Rosemary, Eliana Pitman, Vanusa, Célia, Alaíde Costa, Jane Duboc, Babaya, Zezé Motta… Ao todo serão 32 apresentações… Imagina o desafio que está me movendo atualmente!

As três primeiras rainhas são mulheres que tive o privilégio de conhecer – aliás, de todas elas, só conheço Titane e Babaya, por morarem em Belo Horizonte e por acompanhar seus shows e carreira – assim, pouco antes das entrevistas ao vivo. Todas divertidíssimas. Todas com cerca de 50 anos de carreira e muita vivência por esse mundo afora. Conhecem o mundo ‘do crime’ da música, dos músicos, das histórias de muitas canções. As três foram amigas do Vinicius de Moraes e é surpreendentemente delicioso ouvir casos do homem que mais amou nessa vida, que se casou nove vezes…

A cada show são tantas histórias ouvidas, tantas músicas cantadas que eu ali no palco experimento o que faltava em mim: quando o público aplaude sem parar e a cantora emocionada retribui com uma nova canção que nos envolve com a beleza de sua voz.

Malluh Praxedes
16 8 2013