Um incômodo prazer…

| Por | EM

… é o que sinto sempre ao ler o Roberto Gomes. Se você ainda não leu nada dele, nem sobre, problema seu, e fique arrasado. Quem me apresentou ele foi o irmão mais velho que temos em comum, Dom Antonio Manoel. Desde a apresentação, esse foi o autor brasileiro que mais li nos últimos anos, graças aos empréstimos do mano velho e doações eventuais do próprio autor. E esse tem sido o autor brasileiro a mais me dar prazer com leitura.

Mas é um prazer incômodo, o que eu sinto, como disse lá em cima. É misturado com uma sensação de admiração tão grande, que coloca no devido lugar minhas pretensões literárias, que lê-lo se torna uma atividade intercalada por exclamações: “Filho da …, como conseguiu escrever isso!”, “Caralho, que diálogo!”, “Porra, o cara é foda, que personagem esse…”, por aí afora. (Perdão, Roberto, o “filho da…”, é afetuoso).

O incômodo começou com “Júlia”, passou por “Todas as casas”, “Antes que o teto desabe”, “Os dias do demônio” (esse quase esgotou meu repertório de palavrões, um épico maravilho) e desembocou agora em “O conhecimento de Anatol Kraft”. Recebi o presente no final de um seminário internacional de literatura, na Unesp, e quase perdi o encerramento: saí pra fumar um cigarro (bons tempos aqueles, a vida sem tabaco é uma merda), levei o livro e não conseguia desgrudar…

Mas sobre o Anatol, leia aqui o que o Antonio Manoel escreveu.

Ah, aproveite e leia também o que o Antonio comentou sobre o novo livro do Chico Lopes.

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